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História

Origem do cofrinho em forma de porco

    Durante a Idade Média, não havia muito metal disponível e praticamente todos os utensílios domésticos eram confeccionados com um tipo de argila de tom vermelho-escuro conhecida como pygg. Em alguns lugares, os objetos feitos com esse material acabavam por ser também chamados de pygg, semelhante a pig, palavra que em inglês significa porco. Nessa época era hábito guardar-se moedas em vasilhas comuns, nomeadas de piggy pots. Com o tempo a argila foi substituida como matéria prima, mas a semelhança com a palavra que designa porco acabou ditando a moda do formato dos cofrinhos. O modelo acabou virando mania na Inglaterra no século XVII e continua em alta até hoje.

O Papel Machê

Inventado na China por Tsái Lun, 105 AC, o papel foi introduzido na Europa pelos árabes somente no século XII DC. Não muito após sua descoberta, os chineses começaram a utilizar o invento artisticamente. Desde então, a história do papel machê está intimamente relacionada com a própria história do papel, o seu principal insumo.

Apesar de os chineses terem descoberto o papel e sejam considerados os precursores do papel machê, foi através dos franceses que esta arte se difundiu, sobretudo, no Ocidente. Os franceses desmanchavam o papel usado, obtendo pasta na qual adicionavam cola, fabricando caixas de rapé e outros objetos.

A palavra é originada do francês, mas a origem da técnica é chinesa e remonta à descoberta do papel por volta de dois séculos antes de Cristo, quando os chineses começaram a utilizar o invento artisticamente. Converteram o papel em pasta e fabricaram objetos destinados à divulgação e manutenção de suas tradições. Desde então, a história do papel machê está intimamente relacionada com a própria história do papel.

Literalmente, papel machê significa papel mascado. O seu processo produtivo compreende muito mais que uma única fórmula. Assim sendo, algumas pessoas que desenvolveram métodos próprios, chegaram inclusive a guardá-los secretamente. A técnica é realizada através de uma massa feita com papel picado em água, coado, acrescido de cola, originando uma pasta.Em face da variada utilização que possui, o papel machê além de proporcionar beleza, tem na durabilidade e na leveza suas principais características. Outra característica que possui é a facilidade de modelagem e o fato de aceitar a adição de uma grande variedade de ingredientes para a obtenção da pasta final. Com a tomada de consciência sobre os atuais problemas ecológicos, assim como o que diz respeito a alternativas de produção por sistemas não poluentes, também destinados a resgatar do meio insumos que não estejam recebendo destinação final adequada e o intento de preservar-se os recursos naturais existentes, o papel machê vem despertando adeptos em várias partes do mundo. O principal insumo empregado na produção do papel machê é o papel reciclado. Isso reitera a idéia de que resinas, fibras de vidro, borracha e outras substâncias artificiais, além de nocivas têm um preço ecológico bastante alto. Portanto, o papel reciclado figura como material alternativo em face da possibilidade de reaproveitamento que possui quando da fabricação de sua pasta base. As possibilidades de se trabalhar com a pasta de papel vão muito além das que outros materiais apresentam. O processo de manipulação do material é bastante flexível e viabiliza a modelagem tanto plana como em estruturas tridimensionais. Quando seco, contém propriedades da madeira. Pode ser raspado, lixado e gravado. É leve e sua vida útil longa faz com que o seu desempenho continue a atender por um considerável período de tempo às necessidades do consumidor. Não obstante, pode ser reciclado continuamente, reintegrando-se à cadeia de produção.

Inicialmente o emprego do papel machê restringia-se à mera figuração artístico-decorativa. Porém, decorridos alguns anos, o seu emprego passou a ser diversificado, assim como os métodos e as técnicas utilizados na elaboração de objetos vieram a trilhar rumos diferentes daqueles constados preliminarmente. Não obstante, tendo em vista os problemas gerados pela exploração desmesurada dos recursos naturais (renováveis ou não), a degradação ambiental e as necessidades que a vida contemporânea apresenta, quer esta inferência se refira à pressões por demanda individual, coletiva ou mercadológica, a produção industrial de objetos em papel machê desponta como alternativa de solução viável à minimização de alguns destes problemas ou, até mesmo, à sua supressão.

Fontes para compor o texto: www.wikipedia.org.com Marlise Niero de Souza-Progr. De Pós-Graduação em Eng.de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina.